Os véus negros escondiam sentimentos que ainda estavam por vir.
Sob o luar pude ouvir um sino cair.
Senti seu volume caindo no chão,
espatifou-se, fui eu, foi em vão.

As pedras que cantam uma hora se cansam.
Sua voz se esvai e a pedra também cai
E cai
E cai

Cantoria sadia, voltes pra mim
Sinto falta desses dias
Onde a peça começava
Enfim.

Sob o luar vejo assim
Uma luz branca, um teatro, uma peça
Estou aqui, protagonista, coadjuvante, o quê interessa?

Meu destino? Selado
o Autor calejado já o tinha escrito
Apenas ando, canto e recito
Não sei o que serás de mim, mas escapatória não há
Vida de ator é assim, eu canto agora
mas em breve
parar

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E com este poema inauguro este site, meu teatro.
Sejam muito bem-vindos, meus queridos leitores e futuros amigos.
Criei este poema graças a uma inspiração imediata e lancinante através desta primeira sentença:

“Os véus negros escondiam sentimentos que ainda estavam por vir.”

Eu sabia que iria fazer um texto sobre teatro há cerca de uma semana antes deste lampejo, mas não sabia exatamente como ele seria. Então esta frase surgiu, a gravei em minha mente, repetindo-a diversas vezes até chegar em casa.

Quando cheguei, o poema se moldou.
E dias depois, através de muitas novas palavras e a reescrita de sua estrutura, um conto longo se solidificou.
O conto fica para uma próxima hora, é outra peça.

Esperá-lo-eis, neste teatro, com mais doses de entretenimento textual.

Ass. Daniel Cousland

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